Vacinação antitetânica em atraso no adulto — Perguntas frequentes (FAQ)
1) O que abrange este algoritmo?
O algoritmo orienta a atualização da vacinação antitetânica no adulto, em utentes com esquema vacinal desconhecido, incompleto ou com reforços em atraso. Integra a decisão sobre primovacinação e reforços contra tétano e difteria, de acordo com a idade e o intervalo desde a última dose.
2) Quando se considera que a primovacinação está incompleta?
Considera-se primovacinação incompleta quando o utente tem menos de 3 doses documentadas de vacina contra o tétano e difteria. Se o estado vacinal for desconhecido, deve ser assumido como incompleto até prova documental em contrário.
3) É necessário reiniciar o esquema se houver atraso?
Não. Em regra, não se reinicia um esquema vacinal interrompido. Deve completar-se o número de doses em falta, respeitando os intervalos mínimos recomendados.
4) Qual é o esquema de primovacinação no adulto?
Quando a primovacinação não foi realizada, está incompleta ou é desconhecida, deve ser realizado esquema de 3 doses: a segunda dose 4 a 6 semanas após a primeira e a terceira dose 6 a 12 meses após a segunda.
5) Como se decide o reforço após primovacinação completa?
Após primovacinação completa, a necessidade de reforço depende da idade do utente à data da última dose administrada. A partir daí define-se o intervalo até ao próximo reforço, de acordo com o esquema recomendado.
6) Se a última dose foi administrada entre os 18 e os 44 anos, quando deve ser feito o reforço?
Se a última dose foi administrada entre os 18 e os 44 anos, o próximo reforço deve ser realizado 20 anos depois.
7) Se a última dose foi administrada entre os 45 e os 64 anos, quando deve ser feito o reforço?
Se a última dose foi administrada entre os 45 e os 64 anos, o próximo reforço deve ser realizado aos 65 anos.
8) Se a última dose foi administrada a partir dos 65 anos, quando deve ser feito o reforço?
Se a última dose foi administrada aos 65 anos ou depois, os reforços devem ser realizados de 10 em 10 anos.
9) A vacinação antitetânica inclui proteção contra difteria?
Sim. No adulto, os reforços são geralmente realizados com vacina combinada contra tétano e difteria (Td), podendo ser utilizada vacina com componente pertússica em situações específicas.
10) O que fazer se não houver boletim de vacinas?
Na ausência de registo fiável, deve considerar-se o esquema como desconhecido e proceder à atualização vacinal conforme recomendação para primovacinação incompleta ou não documentada.
11) Este algoritmo substitui a profilaxia pós-exposição?
Não. Este algoritmo aplica-se à atualização vacinal em atraso. Perante uma ferida, deve ser usado também o algoritmo de profilaxia pós-exposição do tétano, que integra o tipo de ferida, estado vacinal e eventual necessidade de imunoglobulina.