Retinopatia diabética — Perguntas frequentes (FAQ)
1) O que é a retinopatia diabética?
A retinopatia diabética é uma complicação microvascular da diabetes mellitus que afeta os vasos sanguíneos da retina. Constitui uma das principais causas de perda visual evitável em adultos, sendo frequentemente assintomática nas fases iniciais.
2) Quem deve realizar o rastreio?
O rastreio destina-se a pessoas com diabetes mellitus incluídas nos programas regionais de rastreio. A elegibilidade e periodicidade seguem os critérios definidos pelas autoridades de saúde e pelas unidades locais de saúde.
3) Como é realizado o rastreio?
O rastreio é efetuado através de retinografia digital, um exame fotográfico não invasivo que permite avaliar a retina e identificar sinais precoces de retinopatia diabética ou outras alterações oftalmológicas relevantes.
4) O que acontece após a realização da retinografia?
As imagens são analisadas por um centro de leitura, que emite um relatório classificando o exame como normal, inconclusivo ou compatível com alterações que justifiquem referenciação para Oftalmologia.
5) O que significa um resultado normal?
Um resultado normal indica ausência de alterações significativas relacionadas com retinopatia diabética. Nestes casos, o utente permanece integrado no programa de rastreio e realiza nova avaliação de acordo com a periodicidade definida.
6) O que significa um exame inconclusivo?
Um resultado inconclusivo ocorre habitualmente quando a qualidade das imagens não permite avaliar adequadamente a retina. Nestas situações, deve ser realizada uma nova retinografia para completar a avaliação.
7) Que alterações justificam referenciação para Oftalmologia?
A presença de retinopatia diabética moderada ou grave, retinopatia proliferativa, maculopatia diabética ou outras alterações potencialmente ameaçadoras da visão justifica avaliação especializada em Oftalmologia.
8) O rastreio substitui a consulta de Oftalmologia?
Não. O rastreio tem como objetivo identificar precocemente alterações retinianas. Pessoas com sintomas visuais, diagnóstico prévio de doença ocular ou necessidade de seguimento especializado devem manter acompanhamento oftalmológico adequado.
9) Quais são os principais fatores de risco para progressão da retinopatia diabética?
Os principais fatores incluem mau controlo glicémico, longa duração da diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, doença renal crónica e tabagismo. A otimização destes fatores reduz o risco de progressão da doença.
10) Que sintomas podem sugerir doença ocular diabética?
Visão turva, diminuição da acuidade visual, manchas escuras no campo visual, dificuldade em ler ou alterações súbitas da visão devem motivar avaliação médica e oftalmológica, independentemente do resultado do rastreio.
11) Como pode ser tratada a retinopatia diabética?
O tratamento depende da gravidade das lesões e pode incluir fotocoagulação laser, injeções intravítreas, cirurgia vítreo-retiniana e otimização rigorosa dos fatores de risco cardiovasculares e metabólicos.