Cheque-Dentista — Perguntas frequentes (FAQ)
1) O que abrange este algoritmo?
O algoritmo orienta a decisão de prescrição do cheque-dentista com base na coorte etária do ano civil (idade que a criança/jovem completa nesse ano) e na distinção entre idades-chave (emissão universal) e idades intermédias (emissão condicionada). Integra ainda critérios clínicos (ex.: cárie com indicação de tratamento) e, quando aplicável, a verificação de cumprimento do plano da coorte anterior.
2) A idade conta pela data da consulta, mês de aniversário ou ano letivo?
A elegibilidade baseia-se no ano civil. A idade considerada é a que a criança/jovem completa nesse ano (ano atual − ano de nascimento), independentemente do mês de aniversário, da data da consulta ou do ano escolar/letivo.
3) Quais são as idades-chave (emissão universal)?
São idades-chave: 4, 7, 10, 13 e 16 anos. Nestas idades, a emissão do cheque é universal, independente da presença de cárie (mantendo-se a necessidade de avaliação clínica e orientação terapêutica/preventiva).
4) Quais são as idades intermédias e quais os critérios gerais?
As idades intermédias incluem 2–3, 5–6, 8–9, 11–12, 14 e 18 anos. Regra geral, a emissão é condicionada e depende da existência de cárie com indicação de tratamento. Em alguns grupos (8–9, 11–12 e 14), pode ainda depender de cumprimento do plano da coorte anterior.
5) O que significa “cárie com indicação de tratamento”?
Refere-se a situações em que existe lesão ativa/cavitada e/ou necessidade de intervenção (ex.: restauração, selante terapêutico), de acordo com a avaliação clínica e as orientações locais do programa. Não se limita à presença de dor.
6) Quando é necessário verificar “cumpriu o plano da coorte anterior”?
Tipicamente, esta verificação aplica-se nas coortes 8–9, 11–12 e 14 anos, em que a emissão pode depender de: (1) existir cárie com indicação de tratamento e (2) ter sido cumprido o plano previsto na coorte anterior (7, 10 ou 13 anos, respetivamente), conforme circuito/norma local.
7) Aos 16 anos é necessário ter cumprido o plano dos 13?
Não. Os 16 anos são uma idade-chave com emissão universal. A emissão não deve estar dependente de cárie nem do cumprimento do plano dos 13 anos.
8) Porque é que os 18 anos têm um ramo próprio no algoritmo?
Porque os 18 anos não são uma idade-chave universal. Em geral, a emissão nesta idade é condicionada (ex.: exige cárie com indicação de tratamento) e pode estar dependente de critérios administrativos específicos (frequentemente relacionados com a elegibilidade/benefício aos 16), variando conforme norma/circuito local.
9) Pode ser emitido um 2.º cheque? Em que situações?
Em alguns circuitos, pode considerar-se um 2.º cheque quando a carga de doença excede o que é tratável com um único cheque (ex.: múltiplas lesões em dentes decíduos). A possibilidade e critérios exatos dependem das regras locais do programa e devem ser verificados no circuito institucional.
10) Quem pode emitir o cheque-dentista?
A emissão pode ser efetuada por profissionais definidos no circuito local (frequentemente médico de família e/ou assistente técnico), após a identificação clínica e registo necessário. Em idades escolares, pode existir organização via escola/USP para listagens e entrega, conforme a prática local.
11) O que fazer se não for possível emitir cheque (não elegível)?
Deve reforçar-se promoção de saúde oral e ponderar alternativas de tratamento/encaminhamento de acordo com os recursos disponíveis (ex.: referenciação para saúde oral, circuito social, consulta de estomatologia/medicina dentária, ou outros mecanismos locais).