Exacerbação da asma — Perguntas frequentes (FAQ)
1) O que abrange este algoritmo?
O algoritmo orienta a abordagem da exacerbação da asma em contexto agudo, incluindo avaliação inicial, estratificação de gravidade, identificação de fatores de risco, terapêutica broncodilatadora, corticoterapia sistémica, critérios de internamento e orientações para alta e seguimento.
2) Quais são os principais sinais de gravidade numa exacerbação asmática?
Os principais sinais incluem SpO2 <90–92%, dificuldade em completar frases, utilização marcada de músculos acessórios, silêncio auscultatório, alteração do estado de consciência, fadiga respiratória, bradicardia ou agravamento progressivo apesar de terapêutica inicial.
3) Que fatores aumentam o risco de mortalidade por asma?
São fatores de risco relevantes: história prévia de internamento em UCI ou intubação, exacerbações frequentes, utilização excessiva de SABA, má adesão terapêutica, ausência de plano de ação escrito, doença psiquiátrica, alergia alimentar e suspensão recente de corticoterapia.
4) Qual é a terapêutica broncodilatadora inicial recomendada?
O tratamento inicial baseia-se em salbutamol inalado, preferencialmente administrado por pMDI com câmara expansora. Em exacerbações moderadas/graves pode associar-se brometo de ipratrópio, particularmente na primeira hora de tratamento.
5) Quando deve ser iniciada corticoterapia sistémica?
A corticoterapia sistémica deve ser iniciada precocemente em exacerbações moderadas ou graves, ou quando existe resposta insuficiente à broncodilatação inicial. Pode utilizar-se prednisolona oral ou corticoterapia intravenosa em situações mais graves.
6) Quando deve ser utilizado sulfato de magnésio?
O sulfato de magnésio intravenoso pode ser considerado em exacerbações graves, particularmente quando existe má resposta inicial ao tratamento broncodilatador e corticoterapia ou persistência de obstrução importante do fluxo aéreo.
7) Qual é o objetivo da oxigenoterapia?
A oxigenoterapia deve manter uma SpO2 entre 93–95% nos adultos e 94–98% nas crianças, evitando hipoxemia significativa sem provocar hiperóxia desnecessária.
8) Quando deve ser ponderado internamento hospitalar?
Deve ser considerado internamento em casos de resposta incompleta, necessidade persistente de broncodilatação frequente, hipoxemia, exacerbação grave, história de exacerbações severas, dificuldades sociais ou má adesão terapêutica.
9) O que deve incluir a alta clínica após exacerbação?
A alta deve incluir otimização da terapêutica de controlo, plano de ação escrito, revisão da técnica inalatória, corticoterapia oral curta quando indicada, orientação para terapêutica de alívio e programação de consulta de reavaliação.
10) Qual é o papel do corticóide inalado após exacerbação?
A exacerbação asmática é um marcador de controlo insuficiente. Deve ser otimizada a terapêutica com ICS, frequentemente em associação com formoterol, reduzindo o risco de novas exacerbações futuras.
11) Quando deve ser realizada reavaliação?
A reavaliação deve ocorrer em curto prazo, habitualmente em 2–7 dias no adulto e 1–2 dias na criança, permitindo confirmar resolução clínica, rever técnica inalatória, adesão terapêutica e necessidade de ajuste do tratamento.