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Antibioterapia FLASH
Ferramenta de apoio à decisão clínica para consulta rápida da antibioterapia em ambulatório, com esquemas de 1.ª linha, alternativas terapêuticas, doses, duração e notas práticas organizadas por patologia e população.
FAQ
Antibioterapia FLASH — Perguntas frequentes (FAQ)
1) Para que serve a Antibioterapia FLASH?
A Antibioterapia FLASH é uma ferramenta de apoio à decisão clínica concebida para permitir uma consulta rápida dos esquemas de antibioterapia em ambulatório. Através da seleção da área clínica, subsecção, patologia e população, apresenta diretamente as opções de 1.ª linha, as alternativas terapêuticas e as principais notas clínicas associadas.
2) Como utilizar os filtros?
Os filtros permitem restringir progressivamente os resultados. Pode começar por selecionar uma área clínica e, quando aplicável, uma subsecção, seguida da patologia e da população relevante, como adulto, criança, mulher ou grávida. As opções disponíveis são atualizadas de acordo com as seleções efetuadas, facilitando a identificação rápida do cenário clínico pretendido.
3) Que informação é apresentada nos resultados?
Para cada cenário clínico, a ferramenta apresenta a antibioterapia de 1.ª linha, incluindo dose, intervalo posológico e duração quando aplicável, bem como alternativas terapêuticas e notas clínicas relevantes. Estas notas podem incluir situações como alergia a antibióticos, gravidez, tratamento prévio, falência terapêutica, sinais de alarme ou outros fatores que condicionem a escolha do esquema.
4) O que significa “1.ª linha” e “alternativas”?
A 1.ª linha corresponde ao esquema terapêutico preferencial para o cenário clínico apresentado, quando não existem fatores que justifiquem outra escolha. As alternativas correspondem a opções a considerar em situações específicas, como hipersensibilidade, contraindicação, intolerância, tratamento antibiótico recente ou falência terapêutica.
5) A presença de uma patologia significa sempre que deve ser prescrito um antibiótico?
Não. Algumas infeções são frequentemente autolimitadas ou de etiologia viral e podem não justificar antibioterapia. Quando aplicável, a ferramenta apresenta nas notas clínicas os critérios que podem justificar tratamento antibiótico, atitude expectante, prescrição diferida ou referenciação.
6) Devo considerar alergias, gravidez e comorbilidades?
Sim. A escolha do antibiótico deve integrar fatores individuais como hipersensibilidade a beta-lactâmicos, gravidez, idade, comorbilidades, função renal ou hepática, interações medicamentosas, antibioterapia recente e risco de resistência. Sempre que estes fatores sejam particularmente relevantes, são destacados nas notas clínicas da ferramenta.
7) As doses e durações são aplicáveis a todos os doentes?
Não necessariamente. Os esquemas apresentados correspondem a recomendações gerais para os cenários indicados. Pode ser necessário ajustar a dose, o intervalo de administração ou a duração do tratamento em função da idade, peso, função renal ou hepática, gravidade da infeção, resposta clínica e características individuais do doente.
8) O que fazer perante sinais de gravidade ou suspeita de complicação?
Perante sinais de gravidade, suspeita de sépsis, complicações locais ou sistémicas, deterioração clínica ou ausência de resposta ao tratamento, deve ser considerada uma avaliação urgente e, conforme o cenário clínico, referenciação ao Serviço de Urgência ou avaliação hospitalar. A Antibioterapia FLASH destina-se sobretudo ao apoio à abordagem de infeções em contexto ambulatório.
9) A ferramenta considera resistência antimicrobiana?
A seleção de antibióticos deve ter em conta a epidemiologia local, os padrões de resistência, resultados microbiológicos disponíveis e a exposição recente a antibióticos. A Antibioterapia FLASH pretende favorecer escolhas terapêuticas adequadas e evitar, sempre que possível, a utilização desnecessária de antibióticos de espectro mais amplo.
10) A Antibioterapia FLASH substitui normas, guidelines ou o julgamento clínico?
Não. A Antibioterapia FLASH é uma ferramenta de apoio à decisão clínica e não substitui as normas oficiais, o RCM dos medicamentos, os protocolos locais ou o julgamento clínico individual. As recomendações devem ser confirmadas e adaptadas ao contexto clínico e epidemiológico do doente.
Bibliografia
- Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP. Unidade Regional do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos. Programa de Apoio à Prescrição de Antibióticos em Ambulatório. Guia de Bolso de Antibioterapia em Ambulatório. 1.ª edição. Lisboa; abril de 2024.
15/08/2026
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Área
Subsecção
Patologia
População
Ferramenta de apoio à decisão clínica. A antibioterapia deve ser adaptada ao contexto clínico, epidemiológico, microbiológico, alergias, gravidez, função renal/hepática e recomendações locais atualizadas.
| Patologia | População | 1.ª linha | Alternativas | Notas clínicas |
|---|
